O Que É “Deficiente”?

Por mais que este termo venha sendo substituido por “portador de necessidades especiais” me sinto impelida a fazer alguns comentários. Já pensaram na razão de se fazer essa subtituição?

Em breve pesquisa particular pude notar que a maioria atribui valores distorcidos a essas expressões.

Se observarmos a Natureza, veremos que em toda diferença há uma recompensa. Não me refiro a vantagens, e essa interpretação seria mais um engano, mas a compensações. Isso não é uma tese, é um fato. Portanto a palavra “especial” usada no termo, deveria ser interpretada como “diferente” e não como deficiente. Logo, se acreditar ser a mudança por questões de nomenclatura politicamente correta, ou não ofensiva, é se enganar na interpretação. Não condiz com as leis do Universo não haver uma outra diferença a se equilibrar em polaridade. E sempre é desenvolvida alguma habilidade tão especial quanto a diferença existente. Entender o especial como deficiente, não é só ofensivo, mas errado a observar a verdadeira capacidade de cada Ser. Além de limitar potencias extraordinários que somente pessoas especiais podem desenvolver.

Considero extremamente necessário o entendimento da particularidade de cada indivíduo. Cada pessoa vai demonstrar a mesma diferença de formas pessoais e desenvolve com isso, aptidões distintas também. Conhecer um especial significa que conhece um caso particular, nunca que conhece a questão pois quando se trata de seres humanos não há questão padronizada que vá se enquadrar em cem por cento dos casos. Cada pessoa terá sua forma de se colocar ao mundo com suas condições, limitações e potenciais. Mas o que tenho interesse em salientar é que da mesma forma que cada indivíduo vai se colocar ao mundo de uma maneira diferente, também cada um é um tesouro a ser lapidado para uma joia de raridade diferente também.

O que a primeira vista pode nos parecer limitado, é a visão limitada que temos sob a base de padrões. Seguimos padrões que pensamos ser reais quando não são. Quando na verdade são idéias tidas e propagadas por alguém. Estamos tão acostumados a dormir em camas e comer a mesa que pensamos ser essa uma forma “correta” de se agir. Mas na verdade são criações humanas já há muito incorporadas que até parecem verdades. Mas se pararmos para analisar, não temos a menor necessidade dessa mobília e mesmo que sejam de boa utilidade, não é uma regra de certo ou errado o uso ou não, como podemos pensar. Da mesma forma o que consideramos limitado, é apenas uma outra maneira de se estar.

Uma pessoa só é considerada de pouco potencial a desenvolver, por visões e mentes limitadas e não desenvolvidas. Essas sim precisam expansão de possibilidades, visão, ideias e entendimentos. Pois cada impossibilidade que ela vê é uma especialidade que deixa de conhecer.

Trabalhei, namorei e convivi com várias pessoas especiais e no meu entendimento, não existem nem deficientes, nem portadores de necessidades especiais, mas sim PORTADORES DE HABILIDADES ESPECIAIS!

Luz e paz amores…

Deixe uma resposta